Freguesia do Salão

A freguesia do Salão situa-se a norte da Ilha do Faial Açores ficando a uma distância de 16Km da sede do Concelho que é a Cidade da Horta.
Pertencendo á Freguesia dos Cedros desde o ano 1620 foi elevada a Freguesia no ano de 1800, tendo como Padroeira a Senhora do Socorro que se venera a 8 de Setembro. A população desta Freguesia ronda as quinhentas pessoas tendo por alcunha «Os Folgazões» nome este que vem das folgas que se faziam nos serões da descasca do milho e debulha do mesmo, feitura da trança com a palha do trigo para confeccionar os chapéus de palha ainda hoje utilizados pelo Grupo, Tapetes ou capachos feitos de casca do milho ou de pite, havendo também os balaios.
Os habitantes do Salão viveram da agricultura, Pecuária e Pesca pois o Porto do Salão, foi um dos primeiros portos dos Açores na caça à baleia formando na altura a Companhia Baleeira Saloense. Na Agricultura destaca-se o cultivo do milho, trigo, linho havendo também quintas onde se plantavam as árvores de frutos tais como laranjeiras, limoeiros, macieiras, figueiras, ameixieiras, damasqueiros, tangerineiras, pessegueiros etc.), por isso também é conhecida por freguesia dos pêssegos fruto que tinha muita procura durante as arrematações da Festa da Senhora do Socorro pela sua qualidade.
Para além da Festa da Senhora do Socorro os saloenses também prestam o culto ao Divino Espírito Santo, tradição secular nos Açores
O lugar do Salão era assim chamado pelos seus primeiros habitantes, porque tratava-se de uma grande área descoberta, desde a costa até à borda da Caldeira e desde o cabeço Tambroso até aos Cedros, o que fazia lembrar uma grande sala, ou seja, um salão. Por outro lado, há quem defende que a freguesia do Salão era rica duma rocha chamada Salão, daí o nome.

No Porto do Salão, pequeno cais piscatório, dispõe um pequeno Parque de Campismo que disponibiliza grelhadores e instalações sanitárias. O Parque Florestal do Cabouco Velho, situado na parte Alta da freguesia, reúne numa área de 5 hectares todas as condições para passar um agradável dia ao ar livre, em convivência com a natureza. Nele podem ser observadas diversas plantas endémicas que rodeiam as mesas de piquenique e as zonas de recreio infantis. Disponibiliza parques de estacionamento, bem como grelhadores e instalações sanitárias.

Tradições, Festas e Curiosidades

Para além das festas do culto do Divino Espírito Santo, temos a Festa de N. Sra. do Socorro (8 de Setembro). O Grupo Folclórico do Salão, é fundado a 25 de Dezembro de 1973. O artesanato continua a ser representado pela cestaria em vime. São vários os tipos de cestos que são feitos, desde os cestos para jóias até aos que são utilizados nos produtos agrícolas. Cada um cesto demora 2 a 3 horas a ser feito.

No ano de 1871, a população da freguesia era de 1 186 habitantes distribuidos por 286 fogos. A população foi reduzindo ao longo dos anos, devido essencialmente à emigração. Em 1962, no Salão viviam 750 habitantes distribuidos por 210 fogos. Em 1970, viviam no Salão 585 pessoas, mantendo-se dentro deste número até 1991.

Economia

Além da agricultura (trigo, milho, linho, ...), os saloenses dedicavam-se muito a pecuária. Segundo uma estatística do ano de 1867, na freguesia havia 530 cabeças de gado bovino, 4 000 de gado ovino, que rendia com 800 kg de lã, 300 de caprino e 250 de suíno. O Porto do Salão, foi um dos primeiros portos dos Açores na "caça à baleia". O local onde se encontra era ideal para apanhar as baleias que vinham do lado de São Jorge e da Graciosa. A freguesia teve uma companhia baleeira, que se chamava "Companhia Baleeira Saloense" e era formada só com pessoas da freguesia. Tinha 2 botes baleeiros e 1 lancha de boca aberta. Mais tarde, esta companhia foi vendida a uma compainha do Cais do Pico, mas continuou estacionada no Salão....

Artesanato

    O artesanato no Salão continua a ser representado pela cestaria.                

    A matéria-prima que utilizada são os vimes. Estes são cultivados e depois de crescerem, são cortados e levados para casa. Separam-se os vimes grados e miúdos e em seguida põe-se num bidão de alcatrão com água onde são cozidos durante duas a três horas para depois descascados e colocados ao sol para secar. Este processo requer ajuda de várias pessoas. Sendo um trabalho cansativo, pois é tudo manual.

    Como instrumentos de trabalho o artesão utiliza a tesoura para cortar, a navalha, o martelo para bater os vimes e a trincha para podar.

    São vários os tipos de cestos que são feitos, desde os cestos para jóias até aos que são utilizados nos produtos agrícolas. Cada um cesto demora duas a três horas a ser feito.

 

Património a recuperar:

No fim da década de quarenta apareceram no Salão, os moinhos de palheta, vindos de S. Jorge. Muitos lavradores possuíam moinhos para uso próprio, depois apareceram os moinhos para o público. Estes acabaram por desaparecer.

 Com os moinhos apareceram as atafonas, espécie de nora, movida por um animal (vaca) de olhos vendados para não ficar tonta.

Recentemente foi reconstruído o Moinho da Chã, inaugurado a 27 de Abril de 2014, o qual foi construído no ano de 1951, pelos irmãos José, Manuel e Francisco Gomes de Freitas e foi doado pelos seus herdeiros à Junta de Freguesia do Salão que o recuperou para seu património.

 

Festas:

Pentecostes

    A festa do Pentecostes é muito importante na nossa freguesia. Os irmãos que pertencem à Irmandade do Espírito Santo, são sujeitos a sortes para saberem quem irá servir para no ano seguinte. Sorteados os irmãos, estes sujeitam-se a guardar em suas casas por cerca de 3 meses a coroa do Divino Espírito Santo.

    O povo antigamente rezava ao Espírito Santo, um terço especial, que era cantado pelos homens e pelas mulheres.

    Depois da missa e coroação, as pessoas dirigiam-se para o Império, onde

comiam as saborosas sopas e a massa sovada.

    Ao chegarem ao Império o irmão que serve, distribui pelos pobres as esmolas, este acto é sempre acompanhado pelos foliões.

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